Shirley
Não preciso de dizer quem sou para saber do que falo.
Ando por este meio há mais de vinte anos — em bastidores, jantares, aviões e salas de espera. Conheci gente suficiente para perceber que os nomes contam pouco; o que interessa é o que se vê quando ninguém está a representar.
Este espaço não é sobre mim. É sobre observar com atenção — a linguagem corporal, o vocabulário emprestado, os silêncios mal disfarçados — e escrever isso com o contexto que normalmente falta às conversas de café.
Li mais do que seria de esperar de alguém deste meio, e viajei o suficiente para saber que quase nada aqui é original: os arquétipos repetem-se, só mudam os cenários. Isso ajuda a ler melhor as pessoas — e a escrever sobre elas sem as reduzir a piada.
Não assino com nome. Não por ter algo a esconder, mas porque um texto deve valer pelo que argumenta, não por quem o argumenta.
Os textos aqui são opinião, fundamentada e assumida como tal. Quem se reconhecer é bem-vindo a discordar — por escrito, com argumentos, através da página de contacto.